segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A perda do que não possuímos

Nós seres humanos, dotados de sentimento, muitas vezes criamos dentro de nós expectativas, falsas verdades - aquelas que temos antes de dormir - e passamos a sonhar por horas a fio.
É como se apenas o prazer de  sonhar que temos o que desejamos, fosse maior do que possuir o que nos é desejado.
E a dor da perda do que nunca tivemos, muitas vezes nos causa maior sofrimento do que se tivéssemos perdido o que possuímos. É a ideia prazeirosa da utopia, do que é alcançado apenas dentro de nós. É a hipótese dos acontecimentos, a vontade inibida .

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A descoberta do mundo

Definitivamente, não sei existe tempo certo para se descobrir as coisas. O mundo está aberto para nós, e apenas a nós cabe a vontade e coragem para explorá-lo.
Nos jogar ao desconhecido é como ir bem fundo no mar aberto. O medo é eminente, mas a curiosidade para se saber o que podemos encontrar lá, é maior ainda. Somos peixes pequenos dentro da imensidão do mar, mas nem um pouco incapazes de aguentar alguns afogamentos.
Querer descobrir o que se tem curiosidade, nada mais é do que o primeiro passo para novos mundos, é transcender nas experiências. Sopros de vida a cada descoberta. É conquistar a cada instante uma eternidade ímpar.
Saber se dar ao que se tem é não desperdiçar. Às vezes temos que nos dar o direito de permissividade. Tocar com a alma e com o coração o que nos chama. A vida!

Meu eu não me quer

Hoje eu acordei com uma ressaca pessoal. Só de sentir meu cheiro passo mal. Estou embriagada. Tenho tomado tanto de mim, que de mim fiquei enjoada.
Pensamentos conturbados, está tudo errado! E a mim só resta me esconder.Só não sei onde nem como. Fui pedir a alma para me abrigar, mas esta não me quis. Reclamou dos pensamentos prolixos que tenho tido, e que a ela muito tenho confundido. Então decidi apelar ao coração um lugar dentro dele, mas este também me recusou, pois disse estar cansado das confusões que a ele tenho causado.
Não sei mais para o que vou apelar.Acho que até os santos estão me evitando, porque até a vela que eu acendi já se apagou. Sinto um complô no ar. Acho que vou me juntar aos livros da estante e me dar uma forma e um conteúdo - ou pelo menos tentar-. Eu serei a história! E o título tanto faz. Certeza que causarei estranhamento na prateleira.
E não é que me chutaram do armário! O jeito vai ser me contentar comigo e me limitar a um livro de bolso até recobrar meus valores e me querer de volta!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Invertendo as funções !



É até estranho dizer que as palavras podem ser desnecessárias em alguns momentos, mas eu tenho uma justificativa para isso!
Existem coisas que não conseguimos demostrar através das palavras, e é nessa hora em que vemos sua inutilidade. E partimos para a "troca". Isso mesmo, um troca-troca. Passamos a atribuir o papel das palavras a uma outra parte do nosso corpo, um pouco acima da boca. Os olhos.
Eles sim nos denunciam, nos condenam, e depedendo do momento até nos expõem.Falam sem precisar de palavras.E quando decidem se abrir explicitamente, é como se liberassem palavras carregadas de emoção, até gosto isso tem, um tanto salgado.
Mas há também os olhos que falam desejos. Os que dispertam interesse.Os desconfiados e os medrosos. Os que se escondem e os que devoram.E quando os olhos falam do vazio, é a ausência de brilho que transparece a palavra.
Olhos e seus olhares seriam como palavras silenciosas. São sutis e imperceptíveis aos grosseiros. Enorme potencialidade quando usados de forma inteligente. Às vezes é bom fazer um troca-troca !

Casualidade


Você é a beleza que a minha vaidade deseja.

Não te quero por amor

Te Quero por prazer

Pelo ato, de quatro

Não precisa lembrar meu nome

Só não o troque

Hoje é só aquilo que me interessa

Casualidade !

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sem valor estimado

É preciso ser mais e não querer muito para perceber o valor das coisas!
Com alma sonhadora ela define seus objetivos. Olhando de fora é pura subjetividade, mas quando se aprofunda o olhar, tudo passa a ganhar maior dimensão.
Ela gosta do sorriso, do olhar, do abraço. Do simples. Não exige além do que pode dar. Sabe até onde pode chegar, às vezes exagera, mas nunca se cansa. Ao invés de desistir ela segue em frente, mesmo com o coração carregado. Sabe que aquele muito que queria, não era nada, perto da simplicidade que a faz feliz.

domingo, 4 de setembro de 2011

Há um descompasso

E com os olhos bem fechados, ela deu um suspiro bem fundo e começou a ouvir as batidas de seu coração. Percebeu o descompasso entre o pulsar de seu coração e o pulsar do mundo. Nao havia sincronia. Equanto o mundo corria em batidas pesadas, com calma ela ia.